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O importante é ainda e sempre, realizar o bem.
Amor, eis o traço por excelência, o vínculo de natureza divina que
qual corrente magnética, deve unir uma família a outra, uma nação a outra,
nivelando todos os seres.
O amor seria como uma jóia de inextinguível valor, que Ele que era a
esperança dos povos, veio trazer a terra.
Ele mais do que ninguém soube ensinar o amor ao mundo; amou os
desvalidos, amou os cegos, amou os leprosos, amou os coxos tanto do corpo,
quanto da alma. Amou , mas amou de uma forma tão pura, que conseguiu amar um
Caifaz, um Anaz, um Pilatos, e no derradeiro instante, como que revelando a
supremacia de seu amor, exortou de forma singularíssima, o perdão a
humanidade inteira, que naquela hora se fazia representar pela turba insana.
A exemplo de Jesus, sigamos amando.
Amor! Não podemos calar-te o nome dêifico, centelha divina, fogo
celeste.
É por isso que nesta hora, de esperança, misturada com alegria,
convidamos a todos para que se unam, neste banquete de luz, que representa o
natal, para que essa festa, que talvez na mais alta significação da palavra,
represente renovação de esperanças, seja também uma festa de
união, onde nosso amor, não represente a letra que mata, mas sim o espírito que
vivifica.
Saíamos pelo menos nessa noite, da concha de nós mesmos, e repartamos as alegria que já
conseguimos amealhar na vida.
Para isso, basta não nos esquecermos que o Divino Mestre nasceu em
uma manjedoura e morreu na cruz. E entre a manjedoura e a cruz, moveu-se de
cidade em cidade, de povoação em povoação, usando os próprios pés, pelas
estradas da Palestina, confundido como qualquer caminheiro de sua época. Sem
ter onde deitar a própria cabeça, jamais se cansou de ensinar aos
homens o valor do óbolo da viúva, da prece do publicano e da dracma perdida,
exaltando a beleza das flores do campo e as aves do céu.
Irmã Rosália
Por Roberto Caetano
Novembro / 2003
Irmã Rosália: Freira, desencarnada com 34 anos de idade.
Uma das coordenadoras do trabalho assistência de voluntariado promovido por
vocês.
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