Edição Anual - 2007

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AABF - Associação Amigo Beija Flor


Depoimento de Edson Geovane Pedro

Tenho algumas palavras sobre o evento cultural do dia 14/04.

Durante a semana estava ansioso (como sempre aliás) para ver o que que iria acontecer no evento com as crianças da Casa de Amparo ao Pequeno São João Batista.

Fazia tempo que não participava de um evento assim, desde que eu freqüentava assiduamente das atividades do orfanato que o meu filho mais novo, Ian, morava. Explico, o Ian é adotivo, hoje está com 5 anos e eu adotei quando ele tinha 1 ano e meio. Portanto faz uns 4 anos que não participo.

Eu e minha esposa Paty chegamos bem cedo, as 07:30 e esperamos alguém chegar. Chegou o Tio Vilme , um cara muito legal e animado, já chamou para adentrar a casa com toda sua hospitalidade. Já tinha algumas crianças acordadas e fomos convidados a tomar café com elas.

Apareceram as crianças, o Henrique, o Vitor, a Cidinha e a Luana. Fiquei besta com a beleza e simpatia da Luana. Todas as crianças muito, muito bem educadas, rezaram para comer, conversaram com a gente como se já fossemos conhecidos. O tio Vilme explicando como funciona a casa e quem os ajuda.

Fiquei muito bem impressionado com a limpeza, a organização e a forma como eles tratam suas crianças.

Depois do café os meninos Henrique e Vitor colocaram um CD de Black Music e começaram a dançar Break. Que engraçado, me diverti muito. Eles dançam muito bem. O Vitor tem só 6 anos e dança daquele jeito !! Demais !

Bem, quais as lições que aprendi ou reforcei com este passeio ? Cito as principais:

Percebi que ao longo do passeio as crianças estavam sempre felizes, sorridentes brincando com a gente, estávamos todos muito bem. Isso se dá porque todos ali, crianças e voluntários estavam numa mesma sintonia de amor, doação, amizade, devotamento, verdade , troca, caridade. Por isso que foi um sucesso !!

Que as crianças estavam verdadeiramente sendo crianças na sua essência, brincando, se divertindo e aprendendo e não pedindo esmolas no farol ou com aquele sentimento de responsabilidade de cuidar da propria vida sabendo que não tem os pais por perto.

Que os pais dessas crianças precisam de mais ajuda do que elas.

Apesar do dia ser um dia feliz para todos nós, tem uma coisa que nos arremete à reflexão.

No momento da apresentação das crianças de AZUL onde eles cantaram uma canção, tinha uma menina loira muito bonita, não me lembro o nome dela, que chorou todo o tempo.

Fiquei olhando fixamente para ela e tentei analisar o que estava acontecendo. Se eu me colocar em seu lugar, não agüento 5 minutos.

Não agüento me imaginar sem uma família, sem a participação de meus pais em minha vida, ou pior, com meus pais mas omissos, com sentimento de rejeição partindo deles.

Não agüento nem 2 minutos acho.

Portanto meus amigos, devemos sim continuar nos doando, dar mais alegria as pessoas que mais necessitam, fazer o bem sem ver a quem, que as nossas atitudes de amor sejam o bálsamo nas almas dos mais aflitos, mas também temos que reforçar nossa postura séria nas questões da educação.

Sejamos geradores de palavras de ajuda, sejamos usinas do bem. Se recebermos o mal e devolvermos o mal, será que o bem vencerá ? Certamente que não.

Agora, se recebermos o mal e devolvermos o bem... só assim o bem vencerá.

Que Deus nos abençoe sempre.

Edson Geovane Pedro - edson.geovane@goldfarb.com.br

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