Tenho
algumas palavras sobre o evento
cultural do dia 14/04.
Durante a semana estava ansioso
(como sempre aliás) para ver o que
que iria acontecer no evento com as
crianças da Casa de Amparo ao
Pequeno São João Batista.
Fazia tempo que não participava de
um evento assim, desde que eu
freqüentava assiduamente das
atividades do orfanato que o meu
filho mais novo, Ian, morava.
Explico, o Ian é adotivo, hoje está
com 5 anos e eu adotei quando ele
tinha 1 ano e meio. Portanto faz uns
4 anos que não participo.
Eu e minha esposa Paty chegamos bem
cedo, as 07:30 e esperamos alguém
chegar. Chegou o Tio Vilme , um cara
muito legal e animado, já chamou
para adentrar a casa com toda sua
hospitalidade. Já tinha algumas
crianças acordadas e fomos
convidados a tomar café com elas.
Apareceram as crianças, o Henrique,
o Vitor, a Cidinha e a Luana. Fiquei
besta com a beleza e simpatia da
Luana. Todas as crianças muito,
muito bem educadas, rezaram para
comer, conversaram com a gente como
se já fossemos conhecidos. O tio
Vilme explicando como funciona a
casa e quem os ajuda.
Fiquei muito bem impressionado com a
limpeza, a organização e a forma
como eles tratam suas crianças.
Depois do café os meninos Henrique e
Vitor colocaram um CD de Black Music
e começaram a dançar Break. Que
engraçado, me diverti muito. Eles
dançam muito bem. O Vitor tem só 6
anos e dança daquele jeito !! Demais
!
Bem, quais as lições que aprendi ou
reforcei com este passeio ? Cito as
principais:
Percebi que ao longo do passeio as
crianças estavam sempre felizes,
sorridentes brincando com a gente,
estávamos todos muito bem. Isso se
dá porque todos ali, crianças e
voluntários estavam numa mesma
sintonia de amor, doação, amizade,
devotamento, verdade , troca,
caridade. Por isso que foi um
sucesso !!
Que as crianças estavam
verdadeiramente sendo crianças na
sua essência, brincando, se
divertindo e aprendendo e não
pedindo esmolas no farol ou com
aquele sentimento de
responsabilidade de cuidar da
propria vida sabendo que não tem os
pais por perto.
Que os pais dessas crianças precisam
de mais ajuda do que elas.
Apesar do dia ser um dia feliz para
todos nós, tem uma coisa que nos
arremete à reflexão.
No momento da apresentação das
crianças de AZUL onde eles cantaram
uma canção, tinha uma menina loira
muito bonita, não me lembro o nome
dela, que chorou todo o tempo.
Fiquei olhando fixamente para ela e
tentei analisar o que estava
acontecendo. Se eu me colocar em seu
lugar, não agüento 5 minutos.
Não agüento me imaginar sem uma
família, sem a participação de meus
pais em minha vida, ou pior, com
meus pais mas omissos, com
sentimento de rejeição partindo
deles.
Não agüento nem 2 minutos acho.
Portanto meus amigos, devemos sim
continuar nos doando, dar mais
alegria as pessoas que mais
necessitam, fazer o bem sem ver a
quem, que as nossas atitudes de amor
sejam o bálsamo nas almas dos mais
aflitos, mas também temos que
reforçar nossa postura séria nas
questões da educação.
Sejamos geradores de palavras de
ajuda, sejamos usinas do bem. Se
recebermos o mal e devolvermos o
mal, será que o bem vencerá ?
Certamente que não.
Agora, se recebermos o mal e
devolvermos o bem... só assim o bem
vencerá.
Que Deus nos abençoe sempre.
Edson
Geovane Pedro -
edson.geovane@goldfarb.com.br |