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Visita ao Vila Acalanto - 15/01/2009
Minha vontade! Meu medo
Considero-me uma pessoa caridosa, gosto muito de ajudar
o próximo sinto muito prazer em saber que alguém pode
contar comigo.
Dentro de mim tinha um desejo enorme de conhecer um
orfanato, de poder estar com as crianças, pois amo
crianças mas confesso que tinha muitas dúvidas, muito
medo mais muito medo mesmo. Talvez não seja essa a
palavra, mas era um sentimento muito forte de desejo de
conhecer e receio.
Conversado com minha cunhada (Viviane) sobre o meu
desejo, ela demonstrou desejo de conhecer e na hora me
deu um frio na barriga e um turbilhão de idéias na
cabeça. Disse para mim mesma: agora eu convidei e ela
aceitou meu Deus !!! fiquei gelada dos pés a cabeça e na
hora o desejo sumiu, respirei fundo e falei tenho
vontade, mas não coragem ela começou a rir e me disse eu
também.
- Não acredito! sério? pensei que a dificuldade era só
minha, bom se é assim vamos juntar as vontades e
acredito ser maior que o medo e criamos coragem.
Mandei um e-mail p/ Brenda perguntando o endereço
certinho como fazia para ir e tudo mais (confesso que na
esperança de não ter resposta) mais em menos de minutos
estava lá a resposta o mapa e até uma carona.
Falei meu Deus! agora não tem jeito vou ter que ir,
mandei resposta aceitando a carona. Iria encontrá-la no
metrô, tudo combinado e meu coração acelerou, parou rs,
tive todo tipo de sensação.
Foi difícil dormir, em todo momento pensava em desistir,
imaginei mil coisas dando errada mas ao contrário deu
tudo mais do que certo (quando estamos nos movendo para
o bem Deus está conosco).
Marcamos de sair de casa às 11:00, minha cunhada chegou
aqui as 9:00, pois não agüentava ficar esperando em
casa, o relógio parecia ter parado saímos de casa às
10:00 e no local combinado chegamos em uma hora e meia.
Antes estava preocupada pois era tudo novo não conhecia
nada nem ninguém a cabeça girava a mil por hora, o medo
de encontrar umas pessoas desconhecidas, de ir para um
lugar desconhecido...bom a Brenda chegou um pouco
atrasada, entramos no carro e partimos rumo ao tão
sonhado e temido orfanato.
Chegando lá eu olhava tudo e todos, parecia que todos
olhavam para mim mas era apenas impressão pois são
pessoas maravilhosas, apesar de ser a primeira vez e de
eu não conhecer ninguém, a sensação era de conhecer as
pessoas há muito tempo, ótimas pessoas.
Quando foi liberado para subir deu um frio na barriga,
mas já estávamos lá e a primeira impressão e vontade de
correr, sair dali mas agüentamos e confesso que já tive
todo tipo de sentimentos que se possa imaginar de dor e
de felicidade, é uma coisa inexplicável o que se sente,
é muito boa, é maravilhosa.
Todas àquelas crianças, eu tive a sensação de já ter
estado lá e ninguém pode imaginar o prazer que eu senti
a ver aqueles rostinhos felizes, o olhar, cada olhar te
passa uma mensagem, acredito eu que foi um dos dias mais
felizes da minha vida.
Senti tudo, vontade de chorar, rir ,correr, pular,
gritar, fiquei até revoltada vendo tantas crianças
abandonadas mas o sentimento mais forte foi à felicidade
e alegria que todos aqueles rostinhos me proporcionaram.
São crianças felizes, uma lição de vida imensa, fui para
lá tentando levar alegria saí de lá a pessoa mais feliz
do mundo pois eles me ensinaram mil coisas mesmo em
silêncio.
Quando cheguei em casa liguei para mil pessoas para
contar minha experiência, pois era uma coisa tão gostosa
que eu estava sentindo que eu queria repartir com meus
amigos e já fui falando da próxima vez quero que você
esteja comigo.
Depois de passado toda a euforia fiquei pensando se
todos que eu liguei for mesmo precisaremos de um
caminhão, nem eu sei explicar o que eu senti e passado
quase uma semana ainda sinto.
Hoje posso dizer eu estou fazendo minha parte e quero
continuar fazendo.
Obrigada
Sirlei |
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